UOL: O governo já dá como certa a abertura
de um processo de impeachment contra Dilma Rousseff no Congresso e montou um
time de advogados e juristas para defender a presidente. A decisão do Palácio
do Planalto é recorrer ao Supremo Tribunal Federal assim que algum requerimento
solicitando o afastamento de Dilma for aceito pela Câmara.
Em nova reunião
realizada ontem (11) com ministros, no Palácio da Alvorada, Dilma foi informada
de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), comandará uma
"manobra" pró-impeachment.
A avaliação do governo é
de que, acuado após a denúncia do Ministério Público da Suíça mostrando contas
secretas atribuídas a ele e abastecidas com dinheiro desviado da Petrobrás,
Cunha vai pôr em prática o jogo combinado com a oposição para atingir Dilma.
Por esse script, o
presidente da Câmara rejeitará, amanhã, o pedido dos juristas Hélio Bicudo e
Miguel Reale Júnior, propondo a deposição da presidente. A ideia, porém, seria
deixar o caminho aberto para que um deputado da oposição apresente recurso ao
plenário da Câmara. Nesse caso, ainda no roteiro idealizado por Cunha, esse
recurso poderia ser aprovado por maioria simples, composta por 50% mais um dos
deputados, com qualquer número de presentes à sessão.
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