quinta-feira, 27 de agosto de 2015

GOVERNO FEDERAL PENSA CRIAR CPMF


A proposta de resgatar a  CPMF encaminhada pela equipe econômica ao Palácio do Planalto prevê uma alíquota de 0,38% do chamado "imposto do cheque".
A presidente Dilma Rousseff está neste momento analisando a conveniência de se propor a medida de elevação de tributo após o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmar quinta-feira (27) que a proposta de elevação de tributos será "um tiro no pé".
Organizações ligadas ao comércio e à indústria também criticaram a possibilidade, chamando-a de "loucura", "retrocesso" e "absurdo".
RESISTÊNCIA
Para Renan Calheiros, a criação de um imposto no momento de retração da economia só irá piorar o cenário da crise econômica e, por isso, é um "tiro no pé".
O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também criticou a volta da CPMF e disse que o Planalto enfrentará um desgaste desnecessário caso envie esse projeto ao Congresso.
Organizações ligadas à indústria e ao comércio se posicionaram no mesmo sentido.
O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, disse à Folha classificar a possível medida como "um absurdo".

"Mais um imposto para a sociedade pagar, enquanto o caminho ideal seria o governo promover uma redução de gastos públicos para deixar a economia se recuperar", afirmou Andrade ao tomar conhecimento da proposta do governo para fechar o Orçamento da União de 2016.

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