A proposta de resgatar a CPMF
encaminhada pela equipe econômica ao Palácio do Planalto prevê uma
alíquota de 0,38% do chamado "imposto do cheque".
A presidente
Dilma Rousseff está neste momento analisando a conveniência de se propor a
medida de elevação de tributo após o presidente do Senado, Renan Calheiros
(PMDB-AL), afirmar quinta-feira
(27) que a proposta de elevação de tributos será "um tiro no pé".
Organizações
ligadas ao comércio e à indústria também criticaram a possibilidade, chamando-a
de "loucura", "retrocesso" e "absurdo".
RESISTÊNCIA
Para Renan
Calheiros, a criação de um imposto no momento de retração da economia só irá
piorar o cenário da crise econômica e, por isso, é um "tiro no pé".
O presidente
da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), também criticou a volta da CPMF e disse que
o Planalto enfrentará um desgaste desnecessário caso envie esse projeto ao
Congresso.
Organizações
ligadas à indústria e ao comércio se posicionaram no mesmo sentido.
O presidente
da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Robson Andrade, disse à Folha classificar a possível medida como
"um absurdo".
"Mais
um imposto para a sociedade pagar, enquanto o caminho ideal seria o governo
promover uma redução de gastos públicos para deixar a economia se
recuperar", afirmou Andrade ao tomar conhecimento da proposta do governo
para fechar o Orçamento da União de 2016.
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