No dia 3 de janeiro passado, quando o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado e preso por militares dos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro publicou uma mensagem em suas redes sociais dizendo que Lula seria “delatado” pelo ditador venezuelano e então lista uma série de crimes seria revelada.
A deputada Dandara Tonantzin (PT-MG) apresentou uma queixa dizendo que o senador teria cometido crime de calúnia contra a honra do presidente da República. A Polícia Federal concluiu que Flávio Bolsonaro, em sua publicação, “imputou falsamente ao Presidente Lula o cometimento dos crimes de tráfico internacional de drogas, tráfico internacional de arma e lavagem de dinheiro”.
Intimada, a defesa do senador se queixou de que seu cliente não tinha sido ouvido em audiência durante o processo investigatório, pedido acolhido pela PGR (Procuradoria-Geral da República) e pelo ministro Alexandre de Moraes. O prazo para o depoimento se encerraria no último dia 16. Contudo, a defesa disse que não seria possível realizar a oitiva no prazo e não sugeriu novas datas.
Por determinação do ministro relator do caso, Flávio Bolsonaro deverá ser ouvido nesta terça-feira (28), às 14h, por meio de videoconferência.
CNN
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