Ney Lopes
O clima da Terra nunca esteve tão instável.
Segundo a Organização Meteorológica Mundial, vivemos um desequilíbrio sem precedentes, com previsões de que 2026 será um dos anos mais quentes da história humana.
No epicentro dessa crise, o Rio Grande do Norte volta a enfrentar o seu maior temor: o fantasma da seca. Sob o monitoramento rigoroso do INPE e os alertas da EMPARN, o estado prepara-se para ser uma das principais vítimas do avanço implacável do El Niño.
Ao provocar o aquecimento anômalo das águas do Oceano Pacífico, este gigante climático altera a circulação atmosférica global, criando uma barreira de alta pressão sobre o Nordeste brasileiro.
No território potiguar, o efeito é devastador: o El Niño “expulsa” a umidade e inibe a formação das nuvens de chuva, que deveriam abastecer nossos reservatórios e campos.
O resultado é um efeito dominó, onde o aumento das temperaturas globais potencializa a evaporação, ameaça o consumo humano e estrangula a produtividade do nosso agronegócio.
O que se projeta para o segundo semestre de 2026 é um cenário de liberação de energia do El Niño, criando um forno a céu aberto sobre o território potiguar.
Coração do Estado sob ameaça
Quando olhamos para os nossos reservatórios, as previsões são de que a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves enfrente um duplo ataque.
De um lado, a falta de recarga nas cabeceiras do Rio Piranhas-Açu; do outro uma seca invisível, onde o calor de mais de 40°C faz a água evaporar antes mesmo de chegar às torneiras.
Para o cidadão, significa que a água da Armando Ribeiro está sumindo no ar, o que fatalmente levará ao risco de racionamento na cidade.
Já o Itans, corre o risco real de atingir o volume morto ainda este ano. Caicó passará a depender quase exclusivamente da Adutora da Serra de Santana ou de sistemas emergenciais, pois o Itans terá dificuldade em manter o abastecimento humano.
A prioridade de abastecimento gera conflito inevitável: de um lado, as torneiras das casas; do outro, a luta para saciar a sede do rebanho, que é a base da economia de subsistência de milhares de famílias.
O RN precisa de uma agenda, que priorize a ciência e o campo.
O tempo da retórica esgotou-se; a segurança alimentar e a força da nossa economia exigem que se decida blindar o nosso futuro, plantando hoje a gestão, que garantirá a colheita de amanhã.
Sem as chuvas para recarregar os mananciais, o ciclo da sede se fecha, transformando a crise climática em uma ameaça real e imediata à água que chega às torneiras de cada potiguar.
Curtinhas
Filme
“A Acusada”- NETFLIX - Denúncias graves ameaçam a carreira e o casamento de uma renomada ginecologista. Agora, a esposa dela busca descobrir a verdade.
Ultimas da guerra
Trump afirma que os Estados Unidos vencerão a guerra contra o Irã "pacificamente ou não" e declara que não é necessária ajuda da China para chegar a um acordo. Completou dizendo esperar que o Irã faça a coisa certa porque, caso contrário, "vamos terminar o trabalho".
O jornal árabe Al Jazeera divulga que um alto escalão iraniano declarou que a China não está disposta a ajudar e que o país é aliado do Irã
O presidente americano sob violenta pressão política interna prometeu que os preços dos combustíveis cairão rapidamente assim que o conflito terminar. “Verão também um mercado e ações disparar às alturas".
A guerra custou até agora cerca de 29 bilhões de dólares, segundo o Pentágono
O Irã mantém o Estreito de Ormuz praticamente fechado ou sob restrições severas, exigindo autorizações próprias para a travessia
Protesto na Argentina
Na Argentina, a comunidade acadêmica (Professores, alunos e autoridades universitárias) protestou nesta terça-feira para exigir que Milei cumpra a lei sobre o financiamento universitário.
Ingressos para a “Copa”
O chefe da administração Trump para a Copa do Mundo defendeu o alto preço dos ingressos para os jogos nos Estados Unidos, afirmando que "o mercado ditará o preço". Disse que, se as pessoas não tiverem condições de comprar ingressos, poderão assistir às transmissões gratuitas.
Golpe de estado na Rússia
O Kremlin endureceu drasticamente as medidas de segurança em torno do presidente russo, Vladimir Putin. O motivo seriam temores crescentes de atentados e golpes de Estado.
Alimentos
Os preços mundiais dos alimentos subiram para seu nível mais alto em mais de três anos, especialmente os óleos vegetais.
Nenhum comentário:
Postar um comentário