Confira a coluna de Heitor Gregório desta sexta-feira 13 no AGORA RN
Definitivamente, é possível afirmar: chegou ao fim no Rio Grande do Norte o casamento político entre PT e MDB. Uma aliança construída em 2022, sob a bênção direta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O ponto de ruptura veio no dia 19 de janeiro, quando o vice-governador Walter Alves comunicou à governadora Fátima Bezerra que não assumirá o Governo do Estado caso ela renuncie ao cargo para disputar uma vaga no Senado Federal em 2026.
No mesmo movimento, Walter anunciou apoio a Allyson Bezerra para o Governo, indicando o deputado Hermano Morais de vice pelo MDB, e ainda os apoios a Zenaide Maia para o Senado e à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na sequência, Walter Alves colocou à disposição da governadora todos os cargos indicados pelo MDB na estrutura do Governo do Estado. A partir daí, instalou-se um silêncio institucional. Havia, nos bastidores, a expectativa de que o rompimento poderia não acontecer de forma total, pela possibilidade de o MDB ainda apoiar a candidatura de Fátima Bezerra ao Senado.
Ao comentar a decisão do vice-governador em café com a imprensa na última quarta-feira 11, a governadora afirmou ter sido pega de surpresa e lamentou a forma como o processo foi conduzido.
“Acho que ele se precipitou. Acho que talvez ele tenha jogado fora a chance mais especial que ele tinha na vida dele de ser eleito governador”, declarou Fátima.
Poucas horas depois das declarações à imprensa, o presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), Sérgio Rodrigues, indicado por Walter Alves, foi substituído. Ele ocupava o cargo desde julho de 2025.
Nesta quinta-feira 12, mais um gesto concreto: o ex-prefeito de Apodi Allan Silveira, também indicado pelo MDB, pediu exoneração da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.
Em entrevista ao programa Tamo Junto, na FM Universitária, o Chefe da Casa Civil do Governo, Raimundo Alves, disse que Walter cometeu uma “traição política”.
O fato político é que, a partir deste momento, cada partido seguirá seu caminho, sem alianças, e sem cerimônia de despedida.
HEITOR GREGÓRIO.
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