Marília Gabriela Nunes de Oliveira - Assistente Social Casa Durval Paiva - CRESS 7705
O diagnóstico de câncer impõe ao paciente uma jornada desgastante, no aspecto da saúde e em sua vida financeira. A doença, frequentemente, afasta o trabalhador, que pode ser o paciente ou seu acompanhante de referência, de suas atividades profissionais, reduzindo a renda familiar em um momento vulnerável. Nesse contexto, os programas de transferência de renda se mostram importantes e essenciais, para garantir a dignidade, a adesão ao tratamento e a qualidade de vida do paciente oncológico.
O impacto financeiro do câncer é significativo, medicamentos, transporte, alimentação e adaptações domiciliares são algumas das despesas que surgem, imediatamente, após o diagnóstico. Muitas vezes, o sistema de saúde público supre todas essas necessidades e, quando não há uma instituição que preste o suporte necessário, o paciente se vê obrigado a arcar com custos, que, em situação de vulnerabilidade, torna-se delicado.
Para essas pessoas, os programas de transferência de renda, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) no Brasil ou iniciativas locais de assistência, representam a diferença entre prosseguir no tratamento ou abandoná-lo, por falta de condições básicas. Além disso, a renda, no valor de um salário mínimo, fornecida por esses programas, promove autonomia e alivia o estresse financeiro, que, comprovadamente, pode impactar, negativamente, o estado emocional e imunológico dos pacientes.
O câncer, mais do que uma doença física, é também uma batalha psicológica, e a insegurança econômica fragiliza, ainda mais, um organismo já debilitado. Assim, assegurar que o paciente possa focar em sua recuperação é uma responsabilidade social, que os programas de renda cumprem com eficácia.
Portanto, os programas de transferência de renda não devem ser vistos, apenas, como um suporte temporário, mas como parte integral da política pública de atenção ao paciente oncológico. Ao garantir meios de sobrevivência digna, eles potencializam a eficácia dos tratamentos médicos e reafirmam o compromisso da sociedade com a vida e a dignidade de todos os seus membros.
A luta contra o câncer é, acima de tudo, uma luta pela vida. Essa luta só pode ser vencida se a saúde e a proteção social caminharem juntas.
At.te
Michelle Phiffer
Assessora de Imprensa
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