sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Janeiro Roxo alerta para diagnóstico precoce e combate ao preconceito contra a hanseníase


Sociedade Brasileira de Dermatologia – SBD/RN chama atenção para os cuidados com a doença

O mês de janeiro ganha a cor roxa para chamar a atenção para uma das doenças mais antigas da humanidade, mas que ainda registra altos índices no Brasil: a hanseníase. A campanha Janeiro Roxo busca conscientizar a população sobre os sintomas, a importância do diagnóstico precoce e, principalmente, combater o estigma que ainda cerca os pacientes. A Sociedade Brasileira de Dermatologia – Regional Rio Grande do Norte – SBD/RN alerta sobre os sintomas e tratamento. 


O Brasil ocupa o segundo lugar no ranking mundial de novos casos, ficando atrás apenas da Índia. No Rio Grande do Norte, as ações de saúde intensificam a busca ativa por pessoas que apresentam sinais da doença, já que, se tratada precocemente, a hanseníase tem cura e não deixa sequelas.


A hanseníase é uma doença infecciosa, causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. O grande desafio médico é que os sintomas iniciais podem ser sutis.


Para a dermatologista Mirela Fulco (CRM 5930 RN – RQE 3149), quanto mais a sociedade estiver informada sobre o diagnóstico precoce, o número de casos deve diminuir. “Por isso, fique atento sobre os sinais de alerta: manchas claras, avermelhadas ou escuras na pele; perda ou diminuição da sensibilidade nas mãos e nos pés, dormência ou formigamento; além de fraqueza nas mãos ou pés”, alerta Dra. Mirela Fulco.  


Diferente do que o senso comum prega, a hanseníase não é transmitida pelo abraço ou compartilhamento de objetos. “A transmissão acontece pelo contato próximo e prolongado com pessoas sem tratamento. Após iniciar o tratamento, não há mais transmissão. O tratamento é eficaz, gratuito e está disponível na atenção básica. Quanto mais cedo iniciar, menores os riscos de sequelas. É importante saber que a doença tem cura com 6 a 12 meses de tratamento”, esclarece a Dra. Mirela Fulco.

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