sábado, 24 de janeiro de 2026

APER trata sobre movimento nacional contra restrições do FNE Sol junto ao BNB

 


O setor de energia solar fotovoltaica do Rio Grande do Norte, por meio da Associação Potiguar de Energias Renováveis (APER), junta-se a um movimento nacional para questionar as novas exigências do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para a linha de financiamento FNE Sol. A obrigatoriedade de uso exclusivo de equipamentos nacionalizados tem gerado um alerta de descompasso entre a política de fomento à indústria e a realidade do mercado de energias renováveis.

Essa mobilização faz parte de uma ação coordenada que se estende por todos os estados atendidos pelo BNB, envolvendo associações que integram as frentes estaduais do "Movimento Solar Livre". A iniciativa sublinha a relevância e o caráter sistêmico da pauta, que afeta diretamente a cadeia produtiva e a sustentabilidade de projetos em todo o país.

A APER, representando o Rio Grande do Norte, tem destacado as severas consequências da medida. Entre os pontos mais críticos, a Associação aponta o aumento significativo nos custos de instalação dos projetos, com a diferença entre equipamentos nacionais e importados podendo chegar a 80%. Essa disparidade impacta diretamente a viabilidade financeira e a atratividade dos investimentos em energia solar.

Além disso, a restrição ao uso de equipamentos nacionalizados limita o acesso a portfólios tecnológicos mais avançados e eficientes, freando a inovação e a competitividade do setor. As empresas integradoras, responsáveis pela execução e instalação dos sistemas, são diretamente afetadas, enfrentando dificuldades para cumprir prazos e orçamentos, o que pode culminar em uma desaceleração do ritmo de instalação de novas usinas e na consequente redução da geração de empregos na região.

"É fundamental que as políticas de fomento considerem a dinâmica e as particularidades do mercado de energias renováveis. A intenção de fortalecer a indústria nacional é louvável, mas ela precisa estar alinhada à capacidade real de produção e à competitividade tecnológica para não asfixiar um setor vital para a transição energética do país," salienta o presidente da APER, Williman Oliveira.

Nesta sexta-feira (23), a APER levou estas preocupações diretamente ao superintendente do BNB, Jeová Lins, entregando um documento com subsídios técnicos e econômicos que reforçam o descontentamento das empresas. O setor espera que a discussão seja aprofundada internamente pelo Banco, buscando uma solução que concilie o desenvolvimento da indústria nacional com a expansão eficiente e econômica da energia solar.

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